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quarta-feira, 23 de maio de 2012

Qual a melhor diversão para cada idade?


As crianças precisam de desafios, iniciação aos esportes, contato com a natureza e visitas a museus.
Você já parou para pensar no que o seu filho faz quando está fora da escola? Assiste TV, pratica esportes, brinca com amiguinhos? Nas férias, nos fins de semana ou no contraturno, é natural que as crianças (e os pré-adolescentes, claro) queiram se divertir, mas os pais devem estar atentos às brincadeiras dos pequenos (e mesmo daqueles que não são mais tão pequenos), pois há atividades adequadas e inadequadas para cada faixa etária.

O "brincar" deve ter lugar prioritário na vida da criança. Brincar é fundamental na infância por ser uma das linguagens expressivas do ser humano. Proporciona a comunicação, a descoberta do mundo, a socialização e o desenvolvimento integral. Isso é composto por vários elementos: uma estrutura (começo, meio e fim), os meios (como brincar), os fins (por que brincar), o conteúdo (a temática da brincadeira), as regras, o espaço, o tempo, os brinquedos, os parceiros e um comportamento lúdico (ações e reações daqueles que brincam). Historicamente o homem sempre brincou, através dos diversos povos e culturas e no decorrer da história, sem distinção, nas ruas, praças, feiras, rios, praias, campos. Mas, ao longo do tempo, as formas de brincar, os espaços e tempos de brincar, os objetos de brincar e os brincantes foram se transformando.

Brincar sempre foi essencial para o ser humano, mas é uma ação que está perdendo seu espaço físico e temporal. Entre as causas dessa perda de espaço estão o crescimento das cidades, a ausência de locais públicos voltados para o lazer, o fato de as crianças terem muitas atividades extracurriculares, a falta de segurança e a inserção da mulher no mercado de trabalho, o que diminuiu o tempo das crianças perto da família. 

Tudo isso provocou uma redução na quantidade de tempo que as crianças dedicam a brincadeiras. Para não deixar que o seu filho cresça sem saber o que são brincadeiras como esconde-esconde e amarelinha, é preciso que você entre em ação, acompanhe as atividades dele e incentive-o a brincar de forma saudável e adequada para a idade.

A melhor brincadeira de 0 a 3 anos
• O que a criança curte nessa fase: As crianças menores gostam de levar objetos à boca, jogá-los e deixá-los rolar. Gostam também de sons, que estimulam o movimento.
• O que os pais devem lembrar: Nesta fase, é importante que o adulto esteja sempre por perto. As crianças devem brincar em espaços seguros e sem riscos. Também é preciso observar a alimentação e o sono, pois passeios muito longos podem cansar. Entre zero e 3 anos, é muito importante que a criança tome ar puro e sol e fique em contato com a natureza. Mas é bom observar o horário: das 9 às 11horas ou entre 15 e 16 horas.
• Atividades ideais: Aquários, parquinhos infantis, peças ou apresentações musicais infantis, passeios ao ar livre em carrinhos são atividades ideais.
• Ponto de atenção: Não se recomenda exposição à TV, computador ou vídeos. Espaços muito barulhentos e lotados, como shopping centers, não são adequados, pois as crianças precisam de liberdade para se movimentar.
• Dica: Nessa idade, o mais importante é que o adulto se adapte ao programa dos menores.
A melhor brincadeira de 3 a 7 anos
• O que a criança curte nessa fase: A criança já tem uma certa independência e gosta de brincar sozinha com irmãos ou amiguinhos.
• O que os pais devem lembrar: A partir dos 3 anos, é importante que as crianças participem das escolhas dos programas. Elas já não precisam estar sempre acompanhadas do pai ou da mãe, podendo ficar em companhia de outros adultos, mas sempre sabendo que os pais voltarão para buscá-las. Também é interessante conversar com elas após os programas, tentar descobrir o que elas sentiram, se gostaram, se têm vontade de repeti-lo.
• Atividades ideais: Contato com a natureza, com animais, passeios e brincadeiras ao ar livre com equipamentos que as desafiem, como bolas, triciclos ou bicicletas, são ótimas atividades para dias bonitos. Quando estiver frio ou chovendo, atividades artísticas em casa e visita a museus, de preferência interativos, são boas opções.
• Ponto de atenção: TV e vídeos já são permitidos, mas apenas por curtos períodos diários.
• Dica: Nesta idade, a crianças já falam e sabem explicar o que gostam, o que lhes provoca medo, o que querem ou não.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Atividades de linguagem oral são essenciais para o desenvolvimento da criança.


Quanto maior o contato da criança com situações comunicativas e expressivas, melhor o desenvolvimento das suas capacidades linguísticas.
Algumas atividades desenvolvem muito determinadas áreas do conhecimento, mas, geralmente, a mesma atividade desencadeia o desenvolvimento de várias áreas do saber do ser humano. Por isso, é desnecessário rotulá-las como pertencentes à leitura, à fala, à escrita ou à audição. Histórias, poesias, dramatizações e as várias ocasiões que incentivam discussões, trocas de ideias e o uso grupal de equipamentos são momentos privilegiados de comunicação oral, o que desencadeia a organização do pensamento, a sequência cronológica dos fatos, a vivência grupal e o desenvolvimento da descoberta das preferências individuais – parte fundamental do desenvolvimento da personalidade. Mesmo nas atividades especificamente direcionadas à determinada área do conhecimento, seja Geografia, Matemática, ou qualquer outra, a linguagem se desenvolve e é imprescindível na formação da criança.
Após observar e considerar as características relativas às preferências, ao desenvolvimento e às experiências anteriores, predominantes em cada grupo de crianças, cabe ao professor selecionar e adaptar as atividades mais apropriadas e viáveis para as crianças, respeitando e incentivando sempre as suas escolhas e decisões. A maturidade delas é constatada e desenvolvida pelas escolhas feitas em relação a histórias, poesias, livros e materiais para o brinquedo dramático.
Alguns autores afirmam que as crianças oriundas de ambientes mais pobres têm maior necessidade de atividades de desenvolvimento da linguagem. Todavia, a vivência nos assegura que a linguagem está presente em praticamente tudo que fazemos e que todas as crianças beneficiam-se, espetacularmente, do uso que fazemos da linguagem na escola, notadamente pela sua íntima participação no desenvolvimento do pensamento.
Quanto maior o contato da criança com situações comunicativas e expressivas, melhor o desenvolvimento das suas capacidades linguísticas. Dessa forma, a Educação Infantil deve ampliar, integrar e ser continente da fala das crianças em contextos comunicativos para que ela se torne competente como falante.
A utilização da linguagem oral na Educação Infantil deverá promover nas crianças, entre outras, as seguintes capacidades:
- Participar de situações de fala e escuta de outras pessoas, narrar fatos e experiências do seu dia-a-dia, manifestando suas ideias e sentimentos, questionando e respondendo.
- Expor ideias, fazer perguntas, fazer exposições orais, reproduzir e recontar textos e histórias.
(Fonte: Paula Tibúrcio – Site Tecnologia e Treinamento)

terça-feira, 15 de maio de 2012

Limites na Educação

Prezados Pais,
Todos devem ter acompanhado em várias veiculações na mídia (recentemente no Fantástico, e anteriormente pela Veja) as diferenças culturais na forma de educação das crianças referenciando as chamadas “Mães Tigres” da China. Sem querer gerar polêmica, mas aproveitando o contesto para orientar pais indecisos, postamos o artigo abaixo, de Maria Ester, mestre e doutora de Psicologia da Educação, e Gloria Kalil de 2008.
 
                   LIMITES
A ausência de regras e limites na educação da criança pode trazer sérios problemas ao relacionamento de pais e filhos, além de produzir adolescentes e adultos com falhas em seu desenvolvimento pessoal e social, entre eles, a ausência de resistência à frustração.
Pais e mães têm que entender que a função primordial deles é preparar as crianças para a vida, e que faz parte desse ritual dar limites. Isso é especialmente importante para pais separados que não têm forças ou coragem de educar os filhos quando estão juntos para não passarem a imagem de pessoas repressoras e, portanto, chatas.
As crianças precisam, pedem e querem ter limites para saber até onde vão seus direitos, e onde começa o dos outros. Criança sem limites vira um adulto invasivo, egoísta e mal preparado para viver em sociedade.
Segundo a autora, as crianças não ficam infelizes com a imposição de regras e limites. Pelo contrário, sentem-se mais seguras sabendo o que podem ou não fazer, e portanto prever o que acontecerá em caso de descumprimento.
Pais que não toleram a frustração momentânea de seus filhos ensinam que deve-se obter tudo o que se deseja a qualquer custo e que qualquer sofrimento é intolerável. Um limite não deve ser quebrado porque a criança teve alguma reação negativa. É natural que ela teste os limites e é função do adulto manter o que foi combinado anteriormente.
Ainda de acordo com a autora, é importante além de prover consequências negativas restritivas ao descumprimento de limites, prover consequências positivas ao cumprimento deles. A criança deve ser incentivada a cumprir acordos com elogios, atenção e afeto contingentes à adequação de seu comportamento no respeito aos limites. Mais e melhor do que punir o inadequado, é reforçar o que é adequado.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Assoprar o machucado da criança ajuda?

O método é antigo, sua avó fazia na sua mãe, que fazia em você, que faz no seu filho. Agora, será que aquela assopradinha, ou apertar um machucado, adianta? Sim, isso tem fundamento. Mas é muito melhor abanar em vez de assopraro ferimento, pois as bactérias da boca e da saliva podem infeccionar o local. "Ao estimular a percepção da pressão ou do vento, é como se você enganasse o cérebro, que se desliga um pouco da dor", explica Gisele Limongeli Gurgueira, coordenadora da emergência pediátrica do Hospital São Paulo e professora da Unifesp. Nos machucados leves, como arranhões, apertar suavemente ajuda a estancar um pequeno sangramento.
Fonte: Revista Crescer

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

As mais recentes descobertas sobre o sono das crianças.

A toda hora é publicado um novo estudo que mostra a importância do seu filho dormir bem. Aqui, as últimas descobertas da ciência e o que você pode aprender com elas.

- Mais criativo e inteligente:
Dormir deixa as pessoas mais inteligentes. Durante o sono, nosso cérebro não para de trabalhar. As memórias recentes, de tudo o que foi aprendido durante o dia, são assimiladas no início do sono. Depois, são consolidadas as memórias antigas. Se a criança dorme mal, esse processo não tem o êxito esperado. Uma pesquisa feita com adultos mostrou que 40% deles tiveram ideias melhores depois de dormir pelo menos 8 horas. Isso pode ser observado nas crianças também – só que elas precisam dormir ainda mais.

- Obesidade infantil:
Quando seu filho dorme menos do que deveria, o metabolismo é alterado. Os hormônios leptina e GH (grelina), responsáveis pelas sensações de saciedade e fome, respectivamente, ficam desregulados. E aí diminui a produção de leptina e aumenta a de grelina. A criança sente mais fome. Há ainda o relato de que, quem dorme pouco, é mais sedentário e consome menos energia. Pesquisadores da Universidade de Northwestern (Estados Unidos) revelaram que uma hora a mais de sono diminui as chances de excesso de peso em até 36% em crianças de 3 a 8 anos.

- O peso da genética:
Seus genes podem fazer a diferença. Um estudo inglês, feito com 300 pares de gêmeos, mostrou que alguns distúrbios, como insônia e a síndrome das pernas inquietas, são herança dos pais. No caso da síndrome, 70% dos filhos de portadores desse distúrbio vão ter esse problema também.

- Falta de diagnóstico:
Os especialistas ouvidos por CRESCER estimam que quatro em cada dez crianças vão apresentar algum tipo de problema para dormir. Só que o número de casos diagnosticados é muito inferior a essa estimativa. Pesquisadores norte-americanos revisaram prontuários de 32 médicos do Hospital Infantil da Filadélfia (Estados Unidos) e viram que dos 154.957 jovens de 0 a 18 anos atendidos, apenas 4% foram diagnosticados com algum problema de sono. Para reverter essa situação, eles sugerem que o pediatra pergunte sobre o sono da criança em todas as consultas. Você também pode observar se algo está errado. Xixi na cama (quando ele já não fazia mais), ronco, dificuldade para dormir ou quando desperta várias vezes são alguns dos sinais. Mas não acontece só à noite, não. Os sintomas aparecem pela manhã. Seu filho pode ficar agitado demais, irritado e hiperativo.

- Bom humor dos pais:
Acredite, seu bem-estar, aliado ao estabelecimento de uma rotina na hora de dormir, vai pesar na hora do sono do seu filho também. Um estudo, da Universidade de West Virgínia (Estados Unidos), diz que a experiência em relação ao sono do primeiro filho pode assustar! Não é que você não vá dormir, mas o sono será picadinho. Passado esse período, que pode durar até dois meses, o importante é você estabelecer uma rotina para a criança. Outra pesquisa feita com 405 mães de bebês, com idades entre 7 e 36 meses, revelou que as que seguiram a rotina estabelecida pelo médico conseguiram com que os filhos descansassem no horário certo. Claro, com esse resultado, quem não ficaria de bom humor?

- Desempenho ruim na escola:
O sono ruim ou a falta dele atrapalha o processo de aprendizagem desde a educação infantil. Birra, comportamento agressivo, apatia nas brincadeiras e brigas constantes são alguns dos sinais. Segundo pesquisas recentes, crianças com problemas para dormir tiram notas piores na escola e teriam mais dificuldade para aprender. Outro estudo, finlandês, acompanhou 280 crianças nascidas em 1998 até que elas completassem 8 anos. Ele mostrou que os problemas de comportamento decorrentes de noites maldormidas são parecidos aos das crianças diagnosticadas com déficit de atenção e hiperatividade (TDAH).

- Soninho da tarde:
Pesquisadores acabaram de revelar aquilo que você já desconfiava: a falta da soneca da tarde deixa a criança mais irritada, ansiosa e hiperativa. O estudo da Universidade da Pensilvânia (Estados Unidos) foi feito com 62 crianças com idades entre 4 e 5 anos. O importante é não deixá-lo dormir depois das 16 horas, porque aí, sim, vai atrapalhar o sono da noite.

Fontes: Gustavo Antonio Moreira, pediatra, pesquisador do Instituto do Sono da Unifesp (SP), Kátia Schmutzler, neurologista infantil, médica assistente da Universidade Estadual de Campinas, responsável pela Polissonografia Infantil (SP), Márcia Pradella-Hallinan, neuropediatra, coordenadora do setor de crianças e adolescentes do Instituto do Sono da Unifesp (SP).

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Sono: (Parte 1/2) - Noites bem dormidas.

Por que seu filho precisa dormir, no mínimo, nove horas de sono todas as noites.

Nada como uma boa noite de descanso e, quando se trata de crianças, isso significa não dormir tarde demais e ter pelo menos nove horas de sono, inclusive para um bom desempenho na escola. Foi o que mostrou um trabalho feito pela Universidade Autônoma de Barcelona (Espanha), com 142 crianças entre 6 e 7 anos. Os pesquisadores descobriram que aquelas que dormem até oito horas diárias ou chegam depois das 21 horas em casa apresentam dificuldade em desenvolver suas habilidades cognitivas e de comunicação.




Confira algumas dicas para que seu filho durma mais e bem:

  • Evite deixar luzes fortes ou a televisão ligada no quarto das crianças.
  • Crie uma rotina da hora de dormir, com banho, pijama e um momento para leitura. 
  • Programe o jantar para cerca de duas horas antes de seu filho ir para a cama.
    As atividades físicas devem ser feitas somente até as 17 horas.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Maneiras de ajudar na alfabetização do seu filho.

Contar histórias, deixar bilhetinhos na geladeira, fazer lista de compras em voz alta - essas são apenas algumas ações que ajudam na alfabetização das crianças
Elementos do dia-a-dia, como receitas culinárias e contos infantis, também ajudam na alfabetização de uma criança.
Você sabia que os pais também podem ajudar na alfabetização de seus filhos? Isso mesmo! Mas não se preocupe, pois não se trata de ter de ensinar formalmente a criança a ler e a escrever, função esta do professor. Você pode, isso sim, tornar o ambiente de convivência da criança repleto de atos de leitura e escrita, de forma a inseri-la desde cedo no mundo das letras. Em suma, deixar o ambiente doméstico mais alfabetizador. "Isso acontece quando, por exemplo, a mãe deixa bilhetinhos na porta da geladeira, apontando a finalidade do ato para a criança: ‘vamos deixar esse recadinho para o papai avisando-o que iremos nos atrasar para o jantar’. Ou quando, antes de começar um novo jogo (de tabuleiro, por exemplo), ela propõe ao filho que eles leiam as regras juntos", exemplifica a educadora Cida Sarraf, que leciona no curso de pedagogia do Centro Universitário Salesiano e da Faculdade Mozarteum, ambos em São Paulo.
Quando a criança é inserida nessas atividades rotineiras, ela acaba percebendo a função real da escrita e da leitura, e como elas são importantes para a nossa vida. E, dada sua curiosidade nata, ela vai querer participar cada vez mais e buscar o conhecimento dos pais.
A criança que cresce em constante contato com a leitura e a escrita acaba se apropriando da língua escrita de maneira mais autoral e adquirindo experiências que vão fazer a diferença na hora de ela aprender a ler e a escrever efetivamente. "Isso explica o fato de, numa mesma sala de 1º ano, professores se depararem com algumas crianças praticamente alfabetizadas e outras que sequer entendem a função do bilhetinho na porta da geladeira ou que a linguagem escrita se relaciona com a oral, porque viveram experiências muito discrepantes em casa", argumenta Cida Sarraf.