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quinta-feira, 14 de junho de 2012

O valor da interação na pré-escola.


Trabalhar junto com os colegas é uma ótima maneira de aprender, fazendo o que os especialistas chamam de construção colaborativa do conhecimento
A forma mais comum de incentivar a interação no dia a dia é dividir a turma em grupos. Mas é preciso garantir que essa forma de trabalho gere bons frutos. Infelizmente, ainda é comum os pequenos nem conversarem entre si até o professor dar orientações sobre o que fazer. O professor César Coll, do Departamento de Psicologia Evolutiva e da Educação da Universidade de Barcelona, na Espanha, desenvolveu uma teoria para explicar a influência positiva da relação entre os pequenos na escola - e a batizou de construção colaborativa do conhecimento. Segundo Coll, a aprendizagem se dá justamente no momento em que as crianças, no auge do conflito de idéias, precisam buscar soluções. Muita gente ainda acha que elas não vão conseguir encontrar conclusões coletivas baseadas em suas hipóteses individuais e que, portanto, o melhor é dar as respostas certas de uma vez. "Cabe ao educador compreender que também as crianças podem construir o saber, que o conhecimento não está apenas nas mãos dele", diz a consultora pedagógica de NOVA ESCOLA, Regina Scarpa. 

César Coll apóia sua teoria nas idéias do suíço Jean Piaget (1896-1980) e do russo Lev Vygotsky (1896-1934). "É necessário que o professor deixe de ser um mero conferencista e estimule a pesquisa e o esforço, em vez de se contentar com a transmissão de soluções já prontas", escreveu Piaget emPara Que Serve a Educação?, de 1973. Segundo ele, a criança não é um robô, que apenas retém as informações tal como elas lhe são apresentadas, mas um sujeito que interpreta o que a escola se propõe a ensinar. Em outras palavras, toda criança constrói o conhecimento intermediada pelo outro. 

Já Vygotsky diz que as interações sociais são as alavancas do processo educativo. Segundo ele, é essencial a turma travar contato com o maior número de pessoas, adultos e crianças, inclusive os colegas, numa relação de ajuda mútua. A você cabe o papel de ampliar o conhecimento, mas sempre partindo do que cada criança já sabe, com base em suas experiências prévias dentro e fora da escola. Escreveu Vygotsky: "Tanto quem ensina como quem recebe a informação aprende, pois, ao ensinar, o parceiro mais experiente reorganiza seu conhecimento e assim sabe cada vez mais".
Fonte: Site Nova Escola

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Saiba como ensinar educação financeira infantil.


O modo como cada um de nós lida com dinheiro costuma ser aprendido entre os cinco e seis anos.
Com a educação financeira, a criança tem chance de aprender a planejar gastos e a consumir de um modo responsável, livre da alienação consumista. Como a educação exige consistência e repetição, quanto mais cedo se começa, maiores são as  chances de sucesso na construção de uma mentalidade responsável em relação ao dinheiro.
Existem estudos que comprovam que o modo como cada um de nós lida com dinheiro costuma ser fixado entre os cinco e seis anos. A partir daí, a tendência a repetir os mesmos padrões de comportamento, sem conseguir estabelecer modificações realmente consideráveis, vai se consolidando no decorrer da vida.
A educação financeira infantil proporciona maturidade para evitar essa situação e ainda faz mais: ensina a gastar com prazer, a investir, a doar e a poupar. Desde os primeiros anos de vida, a educação financeira deve ser prioritária, para que as crianças e jovens cidadãos busquem a felicidade, a realização de seus desejos ilimitados com adequação ao dinheiro ou mesada disponível.
Diante da realidade econômica do país, das influências dos meios de comunicação e da falta de tempo dos pais em acompanhar a educação dos filhos foi que surgiu a necessidade de incluir esse tema no ensino escolar. O objetivo é desenvolver nos alunos habilidades para saber como administrar suas finanças de forma consciente, sem prejudicar o meio ambiente, aprendendo a ter ética para ganhar e gastar dinheiro.
Fonte: Site Tecnologia e Treinamento

De garota engajada a mãe verde.


Severn Cullis-Suzuki ficou conhecida mundialmente na Eco 92 quando, aos 12 anos, pediu atenção ao meio ambiente para que sua geração tivesse um futuro melhor. Hoje, ela é mãe de duas crianças e, em junho, virá novamente ao Brasil para a Rio +20. Ela falou com exclusividade para CRESCER sobre como os pais podem educar seus filhos para a sustentabilidade.
Se você está na casa dos 30 anos, provavelmente se lembra da Eco 92, o primeiro grande evento em que países dos quatro cantos do mundo discutiram o futuro do planeta como um lugar sustentável. E deve se recordar também de uma menina de 12 anos que fez um discurso e entrou para a história como “a garota que calou o mundo”. Era a canadense Severn Cullis-Suzuki que, em plena adolescência, conseguiu dinheiro com os amigos para viajar ao Brasil, um país mais de 11 mil quilômetros distante do seu, e defender o meio ambiente. Duas décadas mais tarde, ela está prestes a voltar para cá, desta vez como parte da delegação canadense do Rio +20, encontro em que líderes mundiais discutirão os rumos que a sustentabilidade e a erradicação da pobreza no mundo tomaram.
Filha do renomado ambientalista David Suzuki, Severn é mãe do menino Ganhlaans, 2 anos, e do bebê Tiisaan, 4 meses, a quem se dedica em tempo integral. Ela vive no arquipélago de Haida Gwaii, costa oeste do Canadá, com os filhos e o marido, que trabalha com preservação de animais e plantas em um parque. De lá, escreve livros para crianças e apresenta um programa de TV sobre a questão da água para populações indígenas.
Nesta entrevista, Severn confessa ter descoberto que, depois dos filhos, algumas atitudes “verdes” podem ficar mais difíceis de ser seguidas, como comprar alimentos orgânicos, que são mais caros, para toda a família. Ainda assim, garante que as crenças que a tornaram conhecida no mundo são as mesmas. “Eu não mudaria uma palavra do discurso de 92. Ele poderia ser repetido por completo agora.” Confira o que mais ela nos falou.

O que você acha que mudou no mundo e na sua cabeça desde 1992?
R: Eu cresci, mas muitas das minhas opiniões continuam iguais. Já em termos mundiais, estamos em um momento de avaliar se somos mesmo bem-sucedidos ambientalmente. Acho que falhamos porque não estamos nem perto de ser uma população sustentável. Mas o lado bom é que hoje, com a internet, qualquer um pode se envolver e mudar suas atitudes, estudar causas, soluções e conhecer outros exemplos.

Agora que é mãe, ainda consegue manter as mesmas atitudes sustentáveis?
R: Sim. Penso do mesmo jeito e ainda me sinto mais forte para lutar pelo que sempre acreditei. O que mudou foi a perspectiva. Antes eu lutava pelo meu futuro. Agora, pelo das minhas crianças. E compreendo totalmente esse amor entre mãe e filho... Não há nada mais forte! Isso dá sentido a nossas atitudes diárias. Temos mais força para lutar por políticas governamentais que garantam que o ecossistema continue a nos prover.

Seus pais tiveram um papel importante na sua formação como ambientalista. Como os pais influenciam seus filhos nessa questão?
R: Meus pais foram fundamentais! Acredito que nossos genitores são os nossos primeiros educadores, os modelos de comportamento. Meus pais nunca me disseram para eu fazer isso ou aquilo. Mas eles eram envolvidos com o meio ambiente e, mais importante, me mostravam com ações. A questão é que não basta só falar. Para mostrar algo a uma criança, em especial em termos de valores e ideologias, você precisa ser parte da mudança, acordar para isso, fazer sua voz ser ouvida. Essas atitudes devem existir especialmente em pessoas envolvidas na educação de crianças.

Fonte: Revista Crescer

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Erupção Dentária- Nascendo os dentinhos


O nascimento dos primeiros dentes de leite ocorrem quando a criança tem mais ou menos 6 meses de idade. Mas os pais não devem ficar aflitos, caso os dentes do seu filho demorem a aparecer. A idade limite aceitável para a erupção do primeiro dente de leite é de um ano e meio. Se a erupção não se der até essa idade, é necessário consultar um odontopediatra para avaliação e realização de exames complementares que possam ajudar no diagnóstico de possíveis alterações. Não devemos esquecer que a erupção dentária é um processo biológico, portanto, a época de início da formação, calcificação, erupção e troca dos dentes está sujeita às variações individuais.
O primeiro sinal de erupção dentária surge quando a gengiva se apresenta abaulada, com leve inchaço, evidenciando as coroas dentárias, quando estas estiverem próximas de irromperem na cavidade bucal. Quando os dentes estão para nascer é normal o bebê babar muito (pela salivação aumentada), ficar irrequieto e irritado, demonstrando desconforto. Nessa fase é muito comum que o bebê sempre leve à boca a mãozinha, ou qualquer objeto, na tentativa de aliviar o misto de dor e coceira.
Isto poderá ser aliviado, dando ao bebê um mordedor de borracha ou massageador de gengiva. Os mordedores devem ser de material atóxico, de diferentes tipos e formas e, se possível, colocados na geladeira antes de serem usados pelo bebê. Dessa forma, o mordedor proporcionará uma isquemia gengival, que é a diminuição de circulação sanguínea local, aliviando o desconforto. Em casos de desconforto mais intenso, pode-se administrar analgésicos. Recomenda-se que os pais conversem com o odontopediatra sobre isso.
Outros sintomas leves podem estar associados à erupção dental. São sintomas como inchaço local, dor, desconforto, estado febril, sono agitado, falta de apetite e irritação. Diarréias leves podem aparecer neste período, podendo estar associadas à contaminação dos dedos e objetos levados à boca. A erupção dentária é um processo fisiológico natural; portanto, os sintomas acimas citados não são intensos. Aparecem pouco tempo antes dos dentes irromperem na boca, são rápidos e logo desaparecem. 
É importante frisar que Febres superiores a 38ºC não estão relacionadas a erupção dentária. 
Quando os sintomas estão exarcebados, os pais devem procurar o médico pediatra. Os distúrbios que possam aparecer coincidentemente nesse período, devido à febre originada de alguma infecção, gripe ou resfriado que estão por vir, não devem ser confundidos com sintomas de erupção dentária, caso contrário, o quadro pode se agravar, complicando o tratamento e aumentando o sofrimento da criança. 
Com o nascimento dos primeiros dentes uma rotina de higienização já deve ser adotada. Escovações regulares, com escova e pasta dental apropriadas para a idade, assim como uma restrição à ingestão de alimentos que contenham açúcar são decisivos para uma boa saúde bucal.  Estes cuidados na fase da dentição decídua são muito importantes porque crianças que apresentam cáries nessa fase têm mais chances de desenvolver novas lesões de cárie na dentição permanente. Portanto o cuidado com a dentição precoce do bebê pode ser sinônimo de um sorriso saudável no futuro.

Fonte:
Drª Isabela Gil Amaral
Cirurgiã-Dentista
Especialista em Odontopediatria
Especialista em Ortopedia Funcional dos Maxilares

terça-feira, 5 de junho de 2012

Como estimular o seu filho a cuidar do meio ambiente.

Confira as dicas que a CRESCER preparou de acordo com a faixa etária da criança.
Quer estimular as crianças a cuidar do meio ambiente, mas não sabe por onde começar? Para ajudar você nesta tarefa, separamos algumas dicas de acordo com a faixa etária do seu filho. Confira.

Crianças de 1 a 3 anos
Nessa idade, você deve despertar a afetividade de seus filhos pelo meio ambiente e a natureza, além de propor atividades que prezem pela coordenação motora e que estimulem a curiosidade. 

-Ao contar histórias, transforme os animais considerados "vilões" (como o lobo mau) em personagens bons e que podem precisar da ajuda das crianças porque estão ameaçados (como no caso do lobo-guará, por exemplo). 

-Crie oportunidades para as crianças tocarem, cheirarem e sentirem árvores, sementes, flores, folhas, grãos de areia e de terra. Explique que tudo faz parte da "mãe natureza".

-Outra boa ideia é apresentar diferentes animais e plantas que seus filhos veem apenas nos livros da escola. Para isso, vale ir a zoológicos, bosques, fazendas e sítios. 

-Envolva a criançada em atividades de plantio e ajude-os a compreender como é importante cuidar bem da muda (uma pequena horta, uma árvore ou uma flor) para que a planta cresça e se desenvolva. 

-Assim como aprendem a guardar os brinquedos, seus filhos podem começar a separar os diferentes tipos de lixo, como o seco do úmido e aquelas sucatas que podem ser usadas para brincadeiras lúdicas (amontoar, encaixar, colorir). Assim, fica mais fácil explicar que aquele lixo terá uma nova utilidade e não será descartado na natureza. 

-Já é hora de explicar às crianças que elas devem fechar a torneira quando não estiverem escovando os dentes e que a luz deve ser desligada sempre que saírem do quarto ou do banheiro. 

-Outra dica: estimule seu filho a sempre usar os dois lados de uma folha quando estiver desenhando.

Fontes: Instituto Supereco; Casinha na Árvore; Floresta Park Adventure e Turismo Ambiental.

Cuidados com o uso de mamadeira, chupeta e copinho.


Uma nova pesquisa norte-americana mostrou que a cada ano 2.270 crianças se machucam com esses objetos.
É hora de tomar mamadeira, mas seu filho não quer parar quieto e resolve sair andando, ou pior, correndo com ela na boca. Essa é uma das principais causas de acidentes com esse objeto, segundo um estudo inédito feito em mais de 100 hospitais nos Estados Unidos. Entre 1991 e 2010, mais de 45.398 crianças de até 3 anos deram entrada em prontos-socorros com machucados causados por mamadeiras, chupetas e copinhos de transição. Foram 2.270 acidentes por ano, um a cada quatro horas, e a maioria deles aconteceu enquanto as crianças estavam andando ou correndo. “Como elas estão aprendendo a andar, o risco de desequilíbrio e queda é muito maior”, explica a pediatra Alessandra Miramontes, coordenadora médica do Hospital Infantil Sabará (SP).

Segundo a pesquisa, as mamadeiras são as campeãs de acidentes, causando 66% deles. As chupetas são responsáveis por 20% e os copinhos, 14%. Muitos dos machucados foram na boca, e também na cabeça, no rosto e no pescoço. As crianças de 1 ano eram as mais afetadas.
Para os especialistas, esse é um outro alerta, porque entre 1 e 2 anos a criança deve começar a transição da mamadeira para o copinho. A chupeta deve ser usada só para dormir e a retirada já deve acontecer por volta dos 2 anos. Esses hábitos, quando prolongados, podem contribuir para o risco de acidentes.

Então, se o seu filho tem o costume de brincar tomando a mamadeira, converse com ele e explique por que só deve tomar líquidos parado ou sentado, e que a chupeta deve ser usada apenas para dormir, ou seja, quando estiver deitado. Outra medida importante é a supervisão dos adultos. "A maioria dos acidentes acontece quando os pais estão distraídos", diz Alessandra.

Fonte: Revista Crescer