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sexta-feira, 29 de junho de 2012

8 problemas das crianças na hora de comer legumes e como resolvê-los.


Basta ver um legume no prato que o seu filho fecha a boca? Confira respostas para algumas situações comuns do dia a dia.
Por que a salada da casa dos outros é mais gostosa?
Por vários motivos: pode ser a apresentação (se eles colocam em potes e usam alimentos que dão um visual supercolorido, fica mais convidativo), porque o colega come, e ele não quer fazer diferente, porque para ele pode ser uma experiência nova (e crianças são muito curiosas), porque eles usam um tempero gostoso e até mesmo porque lá ninguém diz para ele comer, apenas coloca na mesa e espera o resultado. Tente fazer isso na sua casa. 

Não como verduras nem legumes, e minha filha já está percebendo. O que posso fazer? 
É... A partir dos 2 anos vai ser mais difícil “enganá-la”, e ela pode parar de comer porque você não prova. O caminho mais fácil é fazer aquele esforço e comer uma folha de alface ou uma rodela de beterraba – capriche no tempero (veja uma receita abaixo) se o gosto for terrível para você, misture ao arroz, enfim, coma e não faça cara feia. Um estudo francês, realizado com crianças de 5 a 8 anos e adultos, mostrou que os pequenos são influenciados pelas emoções dos outros à mesa. Em outras palavras, fazer aquela cara de preconceito em frente à comida pode ter um impacto maior do que se você falar “salada é gostosa”, ou “você também vai gostar”. Quando você sorri depois de comer, elas ficam com mais vontade de provar. Chamar aquele coleguinha que prova de tudo funciona também, porque criança adora imitar os amigos. 

Digo que couve-flor é sobremesa, e aí as crianças comem. Está errado? 
Não existe uma unanimidade entre os especialistas, mas a maioria não aprova esse truque. Quando seu filho descobrir que está sendo enganado, vai parar de comer, e isso pode abalar a confiança que tem em você. Outros médicos suavizam e dizem que essa é uma mentirinha que não faz mal. De qualquer maneira, se você quiser mudar esse hábito, diga para ele que, dependendo de cada cultura, o alimento é servido de um jeito. O abacate, por exemplo, é servido salgado, e não batido com leite, em vários países. 

O único legume que meu filho come é batata – e frita. Como diversificar? 
Primeiro, deixe de fazê-la desse modo (além de ser muito calórica, a fritura ajuda a aumentar o colesterol ruim, o LDL, que pode causar problemas cardíacos no futuro, entre outros), mas não diga que é proibido. Ofereça esse mesmo legume de outras maneiras: assado, no purê, na salada, refogado, e passe a servir outras verduras e legumes de maneiras diferentes também. 

Se de vez em quando eu precisar esconder algo no feijão, por exemplo, para garantir os nutrientes, faz mal?
Não, de vez em quando você pode usar esse truque e acaba valendo para toda a família ter um feijão nutritivo. Mas esse não deve ser o único meio de fazer seu filho comer legumes ou verduras. Elas devem aparecer no prato na maioria das vezes. Vale colocar também o ingrediente na mesma refeição, como na salada. 

Ele já cuspiu dez vezes a cenoura. Preparei de todo jeito. Devo desistir?
Depende da idade do seu filho. Para as que estão entre as papinhas iniciais e a idade pré-escolar, a dica é continuar tentando de vez em quando. Nessa fase, as crianças têm mesmo um paladar mais restrito. Mas, com cerca de 6 anos, isso pode ser uma preferência alimentar e deve ser respeitada. Há outros alimentos com os mesmos nutrientes – basta fazer a substituição – e você também pode experimentar oferecer a cenoura misturada no suco de laranja, no bolo (e contar para seu filho depois), ou como petisco, em forma de palitinhos ao longo do dia. 

Meu filho só come salada em palitinho molhando no catchup ou na maionese. Posso dar também molho de salada de mercado?
Não. Nem o molho pronto, nem o catchup e a maionese devem ser consumidos frequentemente. Além de serem produtos industrializados, todos têm muito sódio e aditivos químicos. 

Ele não come abobrinha e repolho, mas adora outros vegetais. Isso é um problema?
Se ele só não gosta de um tipo de verdura, um tipo de legume, ou um tipo de fruta, mas come outros, não há problema nenhum, é só uma preferência de paladar, que começa a aparecer por volta dos 5 anos. Fale com um nutricionista: o especialista pode dar a você uma lista de alimentos com os mesmos nutrientes e vitaminas dos que seu filho não gosta. Agora, se ele não come nenhum tipo de legume, não importa se ele goste de todas as frutas e verduras que existem no mundo. A alimentação balanceada precisa conter itens de todos os grupos, um não substitui o outro.

FONTES: Carolina Torres Testa, nutricionista da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo; Cláudia Lobo, nutricionista, especializada em educação infantil, autora do livro Comida de Criança - Ajude seu Filho a se Alimentar Bem Sempre (MG Editores); Cozinhar É Divertido, Ed. PubliFolha, Débora Gejer, pediatra do Hospital Sírio-Libanês (SP); Elaine Pádua, nutricionista, autora do livro O Que Tem no Prato do Seu Filho? - Um Guia Prático de Nutrição Para os Pais (Alles Trade); Fabio Ancona Lopez, pediatra nutrólogo e professor aposentado do Departamento de Pediatria e Nutrologia da Unifesp; Hellen Coelho, nutricionista, doutora em saúde pública pela USP e chefe da Divisão de Nutrição da Prefeitura de Cajamar (SP); Isa Jorge, nutricionista especializada em nutrição clínica pediátrica, da equipe das creches e pré-escolas da Coseas/USP; Larissa Cohen, nutricionista do Espaço Stella Torreão (RJ); Rita de Cássia Leite Novais, nutricionista da Consultoria Alimentar (SP); Martha Paschoa Amodio, nutricionista e fundadora da consultoria Comer e Aprender (SP); Mauro Fisberg, pediatra e nutrólogo, professor do Departamento de Pediatria da Universidade Federal de São Paulo; Tereza Cristina de Senna, nutricionista da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo; Virgínia Weffort, presidente do Departamento Científico de Nutrologia da Sociedade Brasileira de Pediatria e professora da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (Uberaba-MG)

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Sete erros dos pais na hora de impor limites


Os equívocos mais comuns dos adultos quando as crianças precisam ouvir um “não” – e as dicas para evitá-los
Ameaçar e não cumprir gera filhos que perdem o respeito pelos pais, afirma o psicólogo Caio Feijó
“Filho, se você não parar com isso agora...”. Muitos pais já devem ter usado esse conhecido início de frase em tentativas frustradas de impor limites aos filhos. Logo depois, pode seguir uma ameaça de palmada ou de castigo. Funcionaria? Provavelmente não. Ser permissivo tampouco é uma solução.
Para os pais não acharem que estão em um beco sem saída, listamos alguns dos mais comuns cometidos nestas horas. Saiba quais são e como evitá-los.

1. Não faça ameaças se não for cumpri-las
Antes de dizer que o filho desobediente ficará sem sorvete até o ano que vem, os pais precisam pensar – de verdade – se poderão cumprir a promessa. Ameaçar e não cumprir, para o psicólogo Caio Feijó, autor do livro “Pais Competentes, Filhos Brilhantes – Os Maiores Erros dos Pais na Educação dos Filhos e os Sete Princípios Fundamentais para Prevenir essas Falhas” (Novo Século Editora), gera filhos que perdem o respeito pelos pais. Se ele não se comportou direito, melhor vetar aquela festinha do amigo que está próxima – e cumprir – do que proibir que ele jogue videogame para sempre.
Dica: Transforme ameaças em avisos, passando a mensagem sem violência.

2. Não ceda
Não vale ser indulgente com a indisciplina do filho porque você trabalha fora e se sente culpada, nem por achar que ele deixará de amá-la – medos bem comuns, segundo a psicóloga Dora Lorch, autora do livro “Superdicas para Educar bem seu Filho” (Editora Saraiva). Se uma posição foi determinada, não volte atrás. A postura, segundo Caio Feijó, é essencial para as crianças não serem tão resistentes com os limites impostos.
Dica: Leve em consideração se o seu filho está passando por um momento difícil – como a perda de um animal de estimação.

3. Evite recompensas
O comportamento adequado não é uma moeda de troca. Os pais não devem prometer um brinquedo novo para o filho se comportar em um restaurante. “Dessa forma ele acreditará que tudo na vida se resolve negociando”, afirma a psicóloga e pedagoga Regina Mara Conrado, autora do livro “Filhos e Alunos sem Limites: Um Desafio para Pais e Professores” (Editora WAK) ao lado de Lucy Silva.
Dica: Não coloque a recompensa como um prêmio, mas saiba reconhecer a boa conduta da criança com palavras. Presentes não são proibidos, mas o psicólogo e terapeuta familiar João David Cavallazzi Mendonça sugere dá-los só às vezes.

Frustrações na infância ajudam a criança a lidar melhor com adversidades no futuro

4. Não dê ordens dúbias para a criança
Para o psicoterapeuta e educador Leo Fraiman, os pais que não decidem juntos os padrões da educação do filho cometem um grande erro. Se a mãe diz que o filho não deve ir dormir mais tarde em dia de jogo do time preferido e o pai acaba deixando, a criança não irá entender o que deve fazer.
Dica: Os pais devem decidir as regras a dois – e cumpri-las.

5. Seja firme e paciente
Frustrar a criança a ajudará a lidar com as adversidades da vida no futuro. “Dizer ‘não’ é prerrogativa e obrigação dos pais quando necessário”, diz Caio Feijó. Portanto, os pais devem ser firmes em suas ações e não deixar para resolver um problema depois que ele já passou. Resolver de cabeça quente também não adianta: diante de um comportamento inadequado, insista e, se necessário, conte até mil. Mas sempre evite dizer que a criança é malcriada e não faz nada direito.
Dica: “É mais seguro sugerir que aquilo que ela fez foi errado e é melhore não se repetir”, diz João David.

6. Não se prolongue demais nas explicações
De acordo com Regina Mara Conrado, é importante pontuar o porquê dos limites, mas não é necessário contar uma novela enquanto a criança reluta. “Se os pais se estendem na justificativa, acabam se perdendo e cedem à insistência da criança”, diz.
Dica: Seja claro e objetivo sobre por que a criança ouviu um “não”, mas adapte a explicação à capacidade de compreender dela.

7. Não insista se não tiver razão
Existem coisas que não se obriga. Se seu filho não gosta das aulas de judô, não há razões para insistir. Dora Lorch recomenda aos pais perceber quando a criança precisa de acolhimento em vez de imposição. Ela pode estar sendo intransigente por estar sofrendo bullying na escola, por exemplo.
Dica: Esteja próximo a seu filho para saber diferenciar indisciplina de apreensão.
Fonte: Site iG

terça-feira, 26 de junho de 2012

Comer bem: veja como fazer seu filho amar os alimentos


Chefs, que também são pais, ensinam como fazer as crianças adorarem a comida em novo livro. Confira a entrevista com a autora, a norte-americana Fanae Aaron, mãe de Cody, 6 anos
Se fazer a criança comer já não é uma das tarefas mais simples, que dirá conseguir que ela goste, ou melhor, se apaixone pela comida. Esse era o desafio da diretora de arte Fanae Aaron: ela queria que Cody, 6 anos, que na época era um bebê, amasse os alimentos. Então, foi entrevistar chefs, que também são pais, para saber qual o segredo deles. Essa pesquisa deu origem ao livro What Chefs Feed Their Kids (Como os Chefs Alimentam Seus Filhos, em tradução livre), recém-lançado nos Estados Unidos, e sem previsão de ser publicado no Brasil. Confira a entrevista que ele deu à CRESCER: 

Por que (e quando) decidiu escrever o livro? 
Fanae Aaron: Comecei este projeto porque adoro uma boa comida, e queria aprender a inspirar o amor pela comida no meu filho Cody. Se estou em um restaurante ou na minha própria cozinha, gosto de comer bem. Por bem eu quero dizer comida que excita o paladar, alimenta o corpo e acalma a alma. Prefiro alimentos que são frescos, da época, e orgânicos, e eu estou sempre tentando novas receitas em casa para fazer as refeições uma aventura. Quero que Cody esteja disposto a provar novos alimentos para que possamos fazer as refeições juntos que tanto gosto. Eu não quero ter que procurar restaurantes que servem massas e manteiga de modo que ele vai ser feliz. O mundo é muito maior do que hambúrgueres, pizzas e nuggets de frango. 

O que você descobriu durante as entrevistas? 
Resp.: Chefs que fazem questão de passar tempo com seus filhos em torno da comida e que trazem seus filhos em seu mundo de alimentos foram bem sucedidos em criar filhos, que são simultaneamente saudáveis e comedores. Todas as crianças, mesmo os filhos de chefs, passam por momentos difíceis na hora de comer, mas essas últimas, em geral, gostam de provar uma gama muito maior de alimentos e estão muito mais conscientes da importância de comer alimentos saudáveis. As crianças são naturalmente curiosas e abertas a novas experiências divertidas - e comer bem pode ser uma aventura real. 

Alimentar os filhos é mais fácil para os chefs? Por quê? 
Resp.: Eles pensam sobre a alimentação de seus filhos de maneira diferente do que a maioria de nós, porque pensam sobre o alimento de forma diferente. É verdade, como você pode imaginar, que os filhos deles muitas vezes comem uma impressionante gama de alimentos - de lagosta para anchovas à rúcula, e com entusiasmo. Embora eu não esteja interessada no meu filho comer caviar, foie gras, e outros alimentos caros e exóticos, estou interessada no fato de que as “crianças chefs” são extraordinariamente abertas a experimentar novos alimentos, sabores e texturas. Eles também são surpreendentemente esclarecidos sobre ingredientes, qualidade e saúde. 

Quais são as melhores dicas que eles deram para você? 
Resp.: Uma coisa que sempre lembro é manter a introdução de novos alimentos para as crianças. Chefs não alimentam seus filhos com comidas “leves”, que a maioria dos pais daria. É surpreendente o que uma criança vai comer quando você não restringe a alimentação dela. 

Você tentou alguma dica com seu filho? 
Resp.: Sim, várias. Meu filho é um comedor fantástico. Ele está aberto a comer alimentos novos e ele gosta de comer todos os tipos e sabores diferentes. Eu realmente aprendi a alimentá-lo quando estava entrevistando chefs. As receitas do livro são agora como as receitas de nossos familiares. Estas são as receitas com que ele tem crescido. 

Que dica você daria para pais e mães? 
Resp.: As crianças são curiosas por natureza e querem saber as coisas que gostam. Elas estão sempre a colocar coisas em suas bocas por curiosidade! Se você fizer comida e e engajá-los cozinhando ou experimentando - ou até deixando que escolham algo diferente em um restaurante -, vai tocar nessa curiosidade natural.
Fonte: Revista Crescer

terça-feira, 19 de junho de 2012

Governo de São Paulo lança campanha contra bullying.


Articulada pela Secretaria de Educação, a iniciativa terá ações no Facebook e no canal Cartoon Network para dialogar com os alunos.
O Governo de São Paulo, por meio da Secretaria de Educação, lançou na última quarta-feira (13) a campanha Bullying. Curta outra ideia. Para inovar, o órgão fez uma parceria inédita com a rede social Facebook e o canal infantil de televisão Cartoon Network, que desde novembro do ano passado promove a ação Chega de bullying: não fique calado. 

Para a rede social foi criado um aplicativo voltado para estudantes, educadores e pais. Com essa ferramenta, é possível compartilhar histórias pessoais com amigos e familiares, incentivar outros a participar do movimento e criar grupos específicos de prevenção ao bullying nas escolas. Na TV serão exibidos vídeos protagonizados por personalidades, como Claudia Leitte, Marcelo Tas, Ganso e Selena Gomez, contando o que pode ser feito para evitar o problema. 

"Com o aplicativo criado pelo Facebook e o engajamento de milhões de adolescentes e adultos nas redes sociais, a conscientização sobre a importância da prevenção ao bullying terá um alcance nunca visto antes", declarou em nota à imprensa Barry Koch, vice-presidente sênior e gerente-geral do Cartoon Network para a América Latina. 

Para Felipe Angeli, coordenador do Sistema de Proteção Escolar da Secretaria, ter uma ferramenta de comunicação com os alunos é um ganho de qualidade no debate sobre o bullying. "É de nosso interesse ter uma linguagem próxima dos jovens para que eles entendam essa questão com mais seriedade". De acordo com Gustavo Teixeira, psiquiatra infantil e autor do livro Manual Antibullying (Ed. BestSeller), a luta contra o problema passa pelo diálogo com as crianças. "É importante falar direto com elas, explicar  o que é bullying." 

Outras ações

A Secretaria da Educação do Estado também firmou uma parceria com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para distribuir 250 mil cartilhas a todos os professores da rede estadual. O material esclarece dúvidas sobre como identificar agressores e vítimas, qual é o comportamento dessas crianças e dá dicas para auxiliar na superação dos problemas.

"Essa campanha não é o começo nem o fim da luta contra o bullying, é mais um passo que estamos dando. Ele já é um assunto muito falado, e hoje existe até certa banalização. Nossa ideia agora é colocar os pingos nos is, separar o que é e o que não é bullying e qualificar o debate", afirmou Angeli.

Importância da campanha

Para Gustavo Teixeira, a atenção dos órgãos públicos em relação ao problema é fundamental para preveni-lo. "É importante que o governo tenha planejamento e sensibilidade para esse tipo de campanha. Um programa assim só é eficaz se for feito de forma continuada. É preciso capacitar educadores, professores, funcionários das escolas, além dos pais, para que eles trabalhem esse tema continuamente". Na opinião do psiquiatra, a questão deve ser vista como um problema de saúde pública, já que o bullying está entre os principais fatores que levam à depressão e suicídio entre jovens. E, para combatê-lo, é preciso trabalhar conceitos de ética, moral e respeito às diferenças, desde cedo.

Afinal, o que é bullying?

Em crianças com cerca de 3 anos já é possível identificar reações de bullying. Os conflitos fazem parte do desenvolvimento de qualquer criança, mas tapas e mordidas frequentes, sempre na mesma vítima, são algumas características. À medida em que as crianças crescem, o abuso se torna mais psicológico. Nas meninas, o mais comum é fazer fofocas, excluir. Separamos algumas dicas para você ficar de olho. 

Existe bullying quando... 

- As agressões, físicas ou psíquicas, são repetitivas e intencionais, contra a mesma criança, por muito tempo; 
- Não existem motivos concretos para as agressões; 
- Há desequilíbrio de poder: o agressor é mais forte ou mais poderoso que a vítima; 
- O sentimento que causa nas vítimas é de medo, angústia, opressão, humilhação ou terror. 

E não existe quando... 

- As agressões são casuais ou pontuais. As crianças logo estão brincando juntas de novo; 
- As brigas são causadas por motivos como a disputa de um brinquedo; 
- A brincadeira, mesmo que mais agressiva, é entre iguais; 
- Os papéis se alternam: a criança que hoje é a vítima na brincadeira, na semana seguinte pode ser o agressor; 
- O sentimento na brincadeira é de alegria. A criança gosta dos apelidos e se diverte nas brincadeiras.
Fonte: Revista Crescer

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Movimento: por que ele é tão importante.


Confira como organizar o espaço da creche com a finalidade de estimular a linguagem corporal para impulsionar o desenvolvimento físico e cognitivo dos pequenos.
Um dos primeiros movimentos que os bebês executam logo ao nascer é sugar. Com o passar do tempo, o repertório aumenta e é aperfeiçoado com base no contato com o entorno, as pessoas e os objetos. Essa oportunidade é importante para garantir a sobrevivência dos pequenos e a comunicação deles com o ambiente antes da aquisição da linguagem oral. Por meio de gestos, eles exploram e conhecem o mundo em que vivem. Esse estágio foi descrito como sensório-motor (ou projetivo) pelo médico, psicólogo e filósofo francês Henri Wallon (1879-1962). 

Na creche, trabalhar a temática do movimento requer planejamento. A ausência de berços, somada a atividades de dança que envolvem gestos repetitivos e coreografados e os tradicionais circuitos que desafiam a turma a descer, subir, rolar, entrar e sair, é interessante. Mas é preciso garantir ainda mais, pensar em propostas que desafiem as crianças constantemente a ir e vir, a explorar ações que ainda desconheçam, a experimentar sensações e a conhecer o próprio corpo, possibilidades e limites. Para isso, organizar a sala com elementos pertinentes e espaços livres é essencial. 

Não existe uma fórmula para criar um ambiente corporalmente desafiador. No entanto, bons exemplos podem ajudar, mostrando como o espaço deve ser organizado para favorecer a pesquisa de movimentos e a estimulação dos sentidos da criançada. É importante oservar que a diversidade deve ser contemplada para além do tipo de objeto. A disposição e o tamanho de cada um são pensados pelos educadores. 

Essa preocupação, de acordo com o livro Educação de Bebés em Infantários (Jacalyn Post e Mary Hohmann, Ed. Fundação Calouste Gulbenkian, 380 págs., edição esgotada), é importante para incentivar diversas interações. Objetos grandes e pequenos, colocados no alto e mais próximos ao chão, permitem que os bebês investiguem meios de alcançar todos eles. Além disso, garantir que na sala existam peças grandes, como as de mobiliário, evita que eles vejam o adulto como um gigante. 

Além de garantir um bom trabalho com movimento, essas intervenções rendem frutos para a construção e o desenvolvimento da autonomia e da identidade, outro eixo fundamental na Educação Infantil. Segundo Ana Lúcia Bresciane, psicóloga e formadora de professores, o desenvolvimento motor favorece as descobertas e a expressão de sensações e sentimentos, promovendo a comunicação segundo as marcas simbólicas, próprias da cultura infantil. Nara de Oliveira, professora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), completa: "Pensar de forma opositiva, corpo versus mente, só reforça estereótipos". Então, aproveite ao máximo as oportunidades de pôr a turma para se mexer.
Fonte: Site Nova Escola